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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Atenção à Saúde e Saúde Mental em Situações de Desastres

Desastre: interrupção grave do funcionamento normal de uma comunidade que supera sua capacidade de resposta e recuperação.
Necessidade de atuação intersetorial e interdisciplinar para reduzir a exposição da população (incluindo os profissionais) a os danos psicossociais, bem como aos riscos de outras doenças e agravos.
SAÚDE MENTAL considera as diferentes interfaces do processo saúde doença e determinantes psicossociais.
Estratégias de atuação
Necessidade de fortalecer os serviços de saúde mental com base comunitária. As ações devem ter um caráter integral que englobe não só o aspecto curativo, mas que incluam ações preventivas e de reabilitação
Importância de CUIDAR DOS CUIDADORES, capacitando pessoas que poderão contribuir na reconstrução da comunidade.
Evitar excesso de vitimização, hiperdiagnóstico /patologização e medicalização dos sintomas.
Ações preventivas: acesso à informação e atividades grupais para apoio e ajuda mútua/ terapia comunitária.
Mapeamento dos pacientes em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial Desenvolvimento de programas de capacitação
Ações de resposta: avaliação dos danos/intervenções psicossociais feita por profissional não especializado/ garantir atenção especializada quando necessário/ mapeamentos de recursos disponíveis/ definição de estratégias de atuação em abrigos

Ações de reabilitação: continuidade das ações de promoção de saúde e assistência/ restabelecimento de serviços básicos de saúde, educação, trabalho, esporte e lazer/apoiar a reorganização da comunidade.
Principais efeitos observados
-Reações agudas ao estresse e/ou estresse pós traumático
-Uso abusivo de álcool e outras drogas
-Situações de violência
-Violação de direitos
-Tentativas de suicídio
-Depressão.


Obs: Não sou especialista na área. Texto meramente informativo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Santa Maria-População vai as ruas homenagear as vítimas

Milhares de pessoas fazem marcha silenciosa nas ruas da Santa Maria
Vestida de branco, multidão andou 8 quilômetros entre o local da tragédia e o ginásio onde os corpos das vítimas foram velados
28 de janeiro de 2013 | 23h 19
Diego Zanchetta, enviado especial de O Estado de S.Paulo
SANTA MARIA - Depois de chorar a morte de 231 jovens por quase 48 horas, a população de Santa Maria saiu às ruas em um protesto silencioso e comovente nesta segunda-feira, 28, à noite, quando já passavam das 22 horas. Vestida de branco, uma multidão estimada em cerca de 15 mil pessoas, ou 8% de toda a cidade, caminhou 2 quilômetros, do local da tragédia, na frente da boate Kiss, até o ginásio onde os corpos foram velados, na noite anterior.
A marcha era interrompida a cada dois minutos por uma salva de palmas. A homenagem foi organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria - somente dos cursos de Agronomia (26 estudantes mortos) e Veterinária (15 mortos), foram 41 vítimas.
Moradores da cidade engrossaram o protesto. A indignação e a revolta estavam estampados em cartazes que pediam justiça e o fim da impunidade para os responsáveis pela tragédia.
De toda a região central gaúcha, famílias queriam prestar solidariedade aos jovens mortos de Santa Maria. Rostos inchados de choro e cansaço, pais que passaram o dia enterrando seus filhos e estudantes que perderam os melhores amigos eram amparados por quem queria de alguma forma prestar um consolo.
"Somos um povo conhecido pela alegria, até porque os jovens das faculdades sempre contagiaram essa cidade. É muito duro e dolorido", chorava a dona de casa Iara Epstein, de 58 anos. Jovens com violinos entoavam a canção Ave Maria. O hino do Rio Grande do Sul também foi cantado. Estudantes de Odontologia carregavam fotos de duas estudantes mortas na tragédia.
O clima em Santa Maria é de consternação. Lojas permaneceram fechadas ontem. As que abriram, exibiram algum sinal de pesar, como faixas pretas nas vitrines. Os clubes avisaram que não haverá bailes de carnaval. Diante da casa noturna, anônimos deixaram flores e até foto de Adolf Hitler. No fim da tarde, celebração ecumênica reuniu centenas de pessoas na região central da cidade. 

Bandidos usam tragédia de Santa Maria para aplicar "golpe do sequestro"


Na contramão da solidariedade demonstrada com doações e trabalho voluntário, golpistas tentam ganhar R$ 1,5 mil em uma ligação
A comoção provocada pela tragédia de Santa Maria está sendo usada por criminosos em uma adaptação do "golpe do sequestro", no qual a vítima recebe por telefone um pedido de depósito de um resgate em troca da libertação de um parente que, na verdade, não está sequestrado. Na versão aplicada no Rio Grande do Sul, o golpista tenta convencer por telefone a vítima de que é um "sobrinho" a caminho de Santa Maria, para o enterro de um conhecido morto no incêndio da boate Kiss.
"O criminoso diz então que o carro quebrou na estrada, a caminho do enterro, e o mecânico não aceita cheque. Certa de que é um parente precisando de ajuda, a vítima faz um depósito", explica o comandante do policiamento do regimento de Santa Maria, capitão Edi Paulo Garcia de Ávila.
Segundo o capitão Garcia, o golpe foi descoberto porque os autores deram o "azar" de escolher os pais de um policial como alvo. "Eles estavam a ponto de depositar R$ 1,5 mil na conta do suposto mecânico. Como não conseguiram, pediram ajuda ao filho, que percebeu o golpe", completa Ávila.
A orientação da polícia militar para a quem receber uma ligação parecida é perguntar primeiro quem fala e, se perceber insegurança do interlocutor, desligar o telefone. Em geral, a vítima tentar adivinhar o nome do suposto sobrinho para não passar pelo constrangimento de não reconhecer a voz de um parente e dá a pista para o criminoso. "A vítima associa a voz à de algum parente e diz o nome para não passar vergonha", diz Ávila. A polícia identificou o número do autor da tentativa de estelionato como sendo do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Minha Linda Santa Maria



Uma fumaça negra, tomou conta de nosso peito, difícil de dissipar
Os sorrisos e conversas alegres, foram trocados por sussurros e lamentos
Desde aquela madrugada o choro não cessa, alcançando os quatro cantos da cidade
Mais de duzentas vidas inocentes ceifadas de modo banal
A culpa será apurada
A justiça será feita
Mesmo assim a sensação de impotência nos castiga os ossos
Hoje todo Santa-mariense, caminha com o passo pesado, com esse enorme carma sobre os ombros
Um sentimento de perda, de sei lá o que
Talvez por sabermos lá no fundo de nossa parcela de culpa
Culpa dos irresponsáveis, dos omissos, dos incompetentes
Quantas tragédias teremos de passar, para nos tornarmos um povo sério?
A farra acabou, a balada já não tem graça
Que agora minha linda Santa Maria, esse coração amado de nosso quinhão gaúcho, sirva de lição
Todos nós somos um pouco responsáveis, queiramos ou não
Que paremos de brincar de fiscalizar, e de cumprir regras
É o finge que cobra, e o finge que obedece
Que paremos de fingir, e de contar cadáveres
Para que um dia aquele sorriso juvenil, volte a estampar nossa terra amada

Obs.: Meus sinceros sentimentos. Força as famílias, e parabéns a todos que trabalharam espetacularmente, por dever ou voluntários, para amenizar os danos e sofrimento desta terrível tragédia.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sua Segurança: o risco da valentia


Matéria da Zero Hora, Por: Humberto Trezzi.
Ainda que corajosas, ações de policiais realizadas no Estado nas últimas semanas apresentaram falhas e resultaram na morte dos agentes
O que o soldado Fogaça, o policial civil Michel Vieira e os quatro PMs que tirotearam com bandidos em Cotiporã, no fim do ano, têm em comum? A coragem. Todos tentaram neutralizar ameaças contra eles e contra a coletividade, mostrando destemor. O problema nos três episódios é que a valentia não supera alguns erros técnicos de abordagem — equívocos que, algumas vezes, levam à morte.
Michel e os quatro PMs envolvidos no tiroteio na Serra reagiram contra criminosos que estavam em vantagem, numérica ou pelo fator surpresa. No caso do policial civil, que sacou a arma contra um bandido já armado durante um assalto na Capital na terça-feira (e que tinha um parceiro na espera, não visto pelo agente), isso foi fatal. Ele morreu, mesmo tendo causado ferimentos num dos oponentes.
Em Cotiporã, os quatro policiais enfrentaram nove bandidos armados com fuzis. Dois PMs ficaram feridos e três bandidos mortos — um misto de audácia, perícia e sorte por parte dos agentes da lei. Por uma questão de lógica, poderia ter ocorrido o contrário e estaríamos, agora, lamentando a morte de pessoas que agiram em defesa da sociedade. No caso de ontem, o soldado Fogaça e outros quatro PMs procuravam oito traficantes do Campo da Tuca, sabidamente armados.
Ora, uma das regras mais antigas ensinadas nas academias policiais é a do "três por um": o recomendado é que os policiais estejam em superioridade de três contra um, quando tentam prender alguém. Isso para que o próprio criminoso desista, ao saber que está em menor número.
Nesses três confrontos ocorridos em menos de um mês no Rio Grande do Sul e que abordo aqui, os policiais estavam em menor número. No caso do policial civil, nem de colete balístico estava, por ser horário de folga. Hora de reavaliar procedimentos.
Fonte:
http://zerohora.clicrbs.com.br

Minha Opinião: Apontar falhas é fácil, difícil é estar em local de confronto. Já atendi ocorrência envolvendo sequestro de 2 motoristas de caminhão. Onde pelo menos 5 criminosos fortemente armados com espingardas calibre .12 e pistolas, estavam fugindo com os reféns. O único PM  no expediente do dia, bateu na porta da minha casa, o único policial civil de sobreaviso naquele final de semana, me contou do fato, deixei minha mulher em casa, e saímos atrás dos suspeitos. O reforço foi pedido mas demoraria mais de meia hora para chegar, na hora a orientação era salvar os reféns. Bonita esta história de superioridade numérica, e realmente deveria ser assim sempre, mas os bandidos não avisam quando e tão pouco em quantos irão atacar. No caso em questão os os reféns foram soltos em seguida, pegamos mais 3 PMS que estavam de folga em suas casas, e procuramos os autores, mas infelizmente não os encontramos. Mas foi bom ter lido esta reportagem, na próxima vez que enfrentar uma ocorrência com criminosos armados, vou dizer para eles esperarem, até que tenhamos superioridade numérica para enfrentá-los, ou se estiver de folga andando com minha família vou pedir para minha mulher segurar o ladrão, até que eu vá em casa pegar o colete.  FALAR MAL DA POLÍCIA É FÁCIL, DIFÍCIL É SER POLÍCIA.

FSantanna

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


"Projeto Servidor na Academia"

Os servidores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), agora têm um bom motivo para frequentar a academia de ginástica: chegou o Projeto Servidor na Academia, que visa estimular, conscientizar e promover a saúde física e mental dos seus colaboradores por meio da prática de exercícios físicos.
O projeto é uma iniciativa da Diretoria de Política de Gestão de Saúde Ocupacional do Servidor, vinculado a Secretaria de Estado de Administração (Sead), em parceria com a Secretaria Especial de Estado de Gestão. Além da Fasepa, serão beneficiados ainda os demais colaboradores da Administração Pública Estadual.
Ao todo são 19 academias credenciadas (parceiras) ao programa; com descontos que variam de 10% a 50% dependendo de cada estabelecimento. Para que o servidor tenha acesso ao Projeto é necessário apresentar o último contracheque e a Carteira de Identidade no ato da adesão.
Ter, 15/01/2013 - 16:08
fonte:
http://www.fasepa.pa.gov.br/?q=node/474

Opinião: Excelente inciativa do governo do Estado do Pará, que poderia ser implantada em todos os estados, principalmente para os servidores policiais, o quais  atuam preponderantemente em situações problemáticas, desgastantes e de risco. Este dia a dia estressante acaba resultando em transtornos mentais e comportamentais que são a principal causa de afastamento por licença saúde do policial.  Ou como muito bem disse Jose Carlos Vaz, Capitão da PMBA, em seu texto “Quem cuida da mente do policial?”:[...As chamadas doenças da alma, tal qual o estresse, a depressão, a esquizofrenia e os transtornos mais diversos da psiquê humana, têm sido considerados o mal de nosso século, acometendo milhares de pessoas, ceifando vidas... O fato de ser policial ... já é, por si só, gerador de pressões. Junte-se a isso … ter que acompanhar situações envolvendo estupros, mortes violentas, acidentes fatais, visualizando cenas deprimentes ou participando de resgates de corpos humanos, entre tantas outras atividades, que podem levar o cidadão policial a sofrer os danos psicológicos dessas pressões. Por vezes, temos notícias trágicas de policiais que cometem suicídio ou que estão passando transtornos diversos, desde sintomas de depressão, até situações mais graves, onde há a necessidade de intervenções psiquiátricas, uso contínuo de substâncias químicas e outros tratamentos, chegando mesmo a internações compulsórias, em estados mais avançados".

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Homenagem ao colega Michel Vieira e sua mãe Odete Bernardes




"Ato de bravura, sem igual.
Puro instinto, ao reagir ao assalto.
Ao fim dois inocentes mortos.
Agora aquele que prometeu viver, para servir e proteger.
Jaz na terra fria.
Ao lado de sua Santinha.
Alguns dirão tragédia, outros desastre, quiçá má sorte.
Mas em verdade lhes digo.
Amor de mãe e filho não tem fim nem morte."

FSantanna

Homenagem ao colega Michel Vieira e sua mãe Odete Bernardes Vieira, mortos na tarde de ontem em Porto Alegre, ao reagirem a um assalto no bar da familia. Vieira morreu atingido por sete disparos – cinco nas costas. Em meio à troca de tiros, Odete, desesperada, teria se jogado sobre o filho tentando protegê-lo. Morreu atingida por um tiro nas costas.