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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Secretaria da Segurança Pública de São Paulo lança aplicativo para localizar unidades policiais


por Yuri Camargo - Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

O aplicativo, ainda em versão beta, pode ser baixado pelo site da SSP
Secretaria da Segurança Pública de São Paulo lança aplicativo para localizar unidades policiais
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) lançou uma ferramenta para facilitar o acesso da população à polícia. O aplicativo “Unidades Policiais de São Paulo”, desenvolvido exclusivamente para aparelhos móveis, como smartphones e tablets, ajuda a encontrar as quase 4.000 unidades policiais do Estado, como Delegacias da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Batalhões da Polícia Militar.

Por meio de um mapa e localização via satélite, é possível encontrar cada unidade e checar informações como endereço, telefone e e-mail. Também há a possibilidade de fazer buscas a partir do endereço da unidade.

O aplicativo, ainda em versão beta, funciona com o sistema operacional Android e pode ser baixado gratuitamente pelo site da SSP.

“Inicialmente lançaremos o serviço no site da SSP, e disponibilizaremos o aplicativo para download em celular. Uma pessoa que eventualmente seja vítima de um crime terá mais facilidade e poderá localizar rapidamente a unidade policial mais próxima”, afirma o coordenador do Grupo de Tecnologia da Informação (GTI) da SSP, Wellington Bastos de Carvalho. 

[ Mais recursos até a Copa ]
A equipe do GTI já trabalha em uma nova versão do aplicativo, que terá recursos adicionais. “A nova versão terá a possibilidade de traçar rotas entre endereços e vamos incluir a localização de Consulados”, diz Wellington. 

Os novos recursos tiveram como atenção especial a Copa do Mundo de 2014, que terá seu jogo de abertura na Capital paulista. De qualquer lugar com acesso à internet o turista que virá a São Paulo poderá se guiar usando o aplicativo para celular. 

A Polícia Civil de São Paulo conta com uma divisão especializada para atender esse público: a Divisão Especial de Atendimento ao Turista (Deatur), do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade).

Para instalar o aplicativo no seu tablet ou smartphone Android, baixe o aquivo .apk abaixo e siga as instruções.
Unidades Policiais de São PauloUnidades Policiais de São Paulo
by Secretaria da Segurança Pública (SSP) Unidades Policiais de São Paulo
Loja de Aplicativos
1. Caso tenha realizado o download no computador, transfira-o para o tablet ou smartphone;
2. Localize onde o arquivo foi salvo no dispositivo;
3. Clique no arquivo;
4. O sistema perguntará se deseja instalar, clique em Sim;
5. Finalizada a instalação, o aplicativo estará pronto para uso.

Observação: Pode ser necessária a seleção da opção "Fontes Desconhecidas", geralmente localizada nas Configurações de Segurança do aparelho.

fonte: http://mobilexpert.com.br/apps/materias/6433/secretaria-da-seguranca-publica-de-sao-paulo-lanca-aplicativo-para-localizar-unidades-policiais

Polícia Civil Gaúcha divulga calendário preliminar de eventos no Litoral


Publicado em 04/01/2014 

A Polícia Civil realiza, desde dia 16/12/13, uma série de reuniões com Prefeituras Municipais, SESC, Delegacias de Polícia, veículos de comunicação do litoral e ONGS para preparar e realizar os eventos da Instituição no litoral do Estado. Como resultado, além dos eventos já realizados, segue o calendário atualizado de cronograma de eventos para as próximas semanas.

05.01, 9h, CAPÃO DA CANOA - Minirrústica em frente ao quiosque do SESC à beira mar.
10.01, 10h, CAPÃO DA CANOA - Oficina de Conscientização para o Trânsito – Miniviaturas da Polícia Civil – junto ao espaço do antigo Baronda.
11.01, 9h30min, CAPÃO DA CANOA - apresentação dos cães do DENARC, junto ao quiosque do SESC.
11.01, 17h, CAPÃO DA CANOA - “Cãominhada” (Caminhada dos veranistas com seus “pets”) junto ao quiosque do SESC.
12.01, 9h, TRAMANDAÍ - apresentação dos cães do DENARC e Minirrústica em frente junto ao quiosque do SESC à beira mar.
12.01, 17h, TRAMANDAÍ - “Cãominhada” (Caminhada dos veranistas com seus “pets”) junto ao quiosque do SESC.
19.01, 9h, BALNEÁRIO PINHAL - Minirrústica em frente ao quiosque do SESC à beira mar.
26.01, 9h, TORRES - Minirrústica e Vôlei para Melhor Idade (Cambio) junto ao quiosque do SESC à beira mar.
15.02, 15h, TORRES - Oficina de Conscientização para o Trânsito – Miniviaturas da Polícia Civil; 19h30, Passeio Sobre Rodas com o SESC.
Há ainda eventos previstos para as praias de Cidreira, Cassino, Atlântida, Imbé, São Lourenço do Sul, entre outras.

fonte: PC.RS

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Batalha das Galinhas


A tempos estávamos tentando pegar Argemiro, mas nunca conseguíamos muita coisa.  O cara estava sempre metido em rolo, mas o máximo que conseguíamos era fazer alguns TCs (Termos circunstanciados), por Dano, Ameaça, Injúria, alguma lesão corporal leve. Ele passava aprontando e era temido na cidade, pois, tinha fama de machão, brigador, sempre que mandávamos os TCs pro Foro, ele ameaçava as vitimas e testemunhas; e acabava saindo de lombo liso. Por fim por medo dele, muitos nem registravam ocorrência.
Era grande a conversa na cidade de estar metido em abigeato, vender carne para bolichos no interior e até para algum mercado na cidade, e até um caminhão boiadeiro havia comprado a pouco, o que aumentava mais as suspeitas; além de comentários de trazer drogas de fora da cidade.
Já que apesar das conversas de esquina, ninguém botava isso no papel. Conseguimos alguns informações anonimas e pedimos uma escuta. Mais de mês ouvindo ligações para as amantes, marcando encontros, esquemas e orgias. Chegava a estar com uma irmã, e cantar a outra, era um cara de pau o tal do Argemiro.
Mas de produtivo muito pouco, o cara era esperto, para negócios mais arriscados ou tinha outro telefone, ou falava pessoalmente. A única coisa que pegamos foi ele combinar de fazer uma rinha de galo em sua propriedade. Já era alguma coisa. Sabendo da rinha, podíamos bater na casa dele, e pegar alguma droga, ou arma para fazer o flagrante. A colega que estava com a escuta falou com o delegado, e foi marcada a operação para o dia da rinha, “Operação Galo Fino”.
Então num domingão de sol a pino, saímos eu e a colega, bem cedo. Ficaríamos de campana, observando as pessoas chegarem na propriedade, depois, nos encontraríamos com o restante da equipe para “estourar” a rinha.
Tivemos que subir um cerro bagual, e ficar em cima de uma pedra, debaixo de solaço gaúcho, para podermos observar de binóculos a movimentação na propriedade.  Ficamos mais de hora lá, vestidos de preto dos pés  cabeça (vestimenta operacional) torrando no sol,  para ver meia duzia de carros passar. Pela escuta parecia que a rinha ia ser grande, mais de 100 pessoas, mas pelo visto algo deu errado, pouca movimentação. Mas mesmo assim, nos encontramos com o restante do pessoal, haviam umas 20 viaturas, mais de 50 Papa Charlies. Fiquei na equipe do fundão, em qualquer operação é indispensável “fazer o fundo”. Aprendi isso com um delegado antigo. E realmente nesses casos sempre tem algum vago que foge pelos fundos, e se não fizer o fundo, alguém acaba escapando.
As viaturas saíram e lá fui eu mais três atravessar um mato de eucalipto bem espeço, passar uma “sanga”, depois subir uma “coxilha” para chegar a propriedade. Mal chegamos no alto, e começou “Tau”, “Tau”. “Tau” (tiros). Atrás daquele eucalipto não tinha com saber quem estava atirando, muito menos de onde. Aceleramos o passo, mas com cuidado andando em torno do mato, até que começamos a avistar um bando de gente correndo, alguns virando em perna, descendo um barranco pro outro lado, e outros vindos em nossa direção. Não sabíamos se estavam armados ou não. Atirar ou não atirar? Na duvida, prefiro sempre não atirar, melhor esperar que matar um inocente. Passa um fujão na minha frente, mando parar; não para. Grito de novo. Nada. Só parou quando dei um tiro próximo dos pés dele. Se não vai na educação, vai no susto. Deixo este sob custodia do colega que vem de trás, pois já estava vendo outra figura conhecida logo adiante. É Argemiro fugindo com carregando algo nas mãos. Grito: -Levanta as mãos, levanta as mãos!. E ele: - Não posso, se não os galo briga. Quase não me contive quando avistei direito a cena. Ele com um galo em cada mão, e não queria soltá-los no chão para não brigarem. Que peça rara....
Dei voz de prisão, e os colegas de trás chegaram, até que avistamos aquele outro bando, uns correndo e outros rolando morro abaixo, e alguns colegas atrás. Deixei Argemiro com os colegas, e lá me fui. Sai já uns 500 metros atrás, mas acelerei, deixando cair minha perneira, que impedia que corresse direito. Esse é o problema de se encher de badulaque tático, se precisar correr, não tem como.
Cheguei junto de dois outros policias que já estavam em volta de um banhado onde uns três outra quatro, haviam e escondido. Batemos os matos, mas muita gente já tinha se evadido do local. Avistei um mais a cima, e sai correndo atrás, já estava se folego, e quando me aproximava ele corria, e assim fomos, até que ele pegou uma motocicleta que estava atrás de uma árvore e se mandou (assim não vale). Resolvi voltar, e na passada, ouvi uma voz dizendo, eu me rendo não atira. Até que mais um saiu do mato com as mãos pra cima. Pegamos uns três no mato, mas muitos fugiram, e retornamos sujos, suados, embarrados, para agrupar com o restante do pessoal. Ao reunir vimos o saldo da ação, 20 presos, a maioria pessoas idosas, pois, quem conseguiu correr fugiu. Pegamos algumas armas sem registro, muitos artefatos para rinha de galo, além de mais de 100 galos.
Na DP juntamos fizemos o flagrante, e enquanto isso eu custodiava os velhinhos da outra sala. O mais engraçado foi ouvir um dizer: - Que, que eu vou fazer agora? To velho, já não posso joga bola, namora não consigo mais, agora nem brinca de rinha posso mais.
Nesse dia foi isso, muita correria, troca de tiros, mas pelo menos conseguimos desmanchar a rinha. Pior foram os dias que se seguiram, operação acabada. Quem iria carregar todos aqueles galos? Eu e meus colegas. Alguns galos estavam em armários, grandes de madeira, mais de 20 galos em cada, e outros em gaiolas menores. E pior o caminhão da prefeitura que conseguimos era de transportar areia, não baixava a carroceria. Os galos que estavam nas gaiolas avulsas, tivemos que pegar, e atar as pernas e colocar no caminhão. Fora algumas bicadas nas mãos, não foi tão difícil. O pior ainda estava por vir, ainda tínhamos que erguer aqueles armários pesadíssimos, para cima do caminhão. O jeito foi erguer a muque e colocar no caminhão (aí se foi meu ciático). Quando pensava que o trabalho estava acabado, disse o delegado. Temos que pegar as matrizes também. Matrizes? Me aponta ele umas 10 galinhas, magrinhas, irmã gemeá de saracura, que estavam soltas num terreiro próximo. E quem disse que pegávamos? Eramos em 5 mais ou menos, eu, outro colega, o motorista, e dois operários da prefeitura, correndo feito uns tontos para pegar aqueles bichos, mil vezes mais rápidos e ágeis do que nós (cena tipo coiote e papa-léguas), e naquele momento acredito que até espertos, pois, parecíamos uns idiotas correndo atrás das galinhas, foi tombo pra tudo que é lado.  E o velho Maneco, pai do Argemiro, de braços cruzados, dando gaitadas da cena que via. Cinco barbados se estabacando para pegar umas galinhazinhas. Tanto nos viu sofrer, sem muito exito, que decidiu ajudar, e como é gaúcho da lida do campo, bem fácil pegou as bichinhas. Tem coisa para as quais diploma universitário não te serve de nada, uma delas é pegar galinha a unha, a outra é abrir porteira (mas essas são outras conversas...).
 Findada a batalha das galinhas, levamos o bicharedo para outra propriedade, onde ficariam até  a decisão judicial. Quer dizer deixamos os galos vivos, pois, no caminho, em cima do caminhão, muito brigaram, se machucaram e alguns morreram. Oh! bicho tinhoso o tal galo de rinha. Não da pra botar dois juntos que brigam, não sei se pela natureza ou pelo treinamento. Mas enfim foi esse o saldo, 20 velhinhos respondendo por crueldade contra os animais, Argemiro ficou preso por uns dias, aquela rinha acabou, e dentre penas e bicadas, quase todo mundo saiu ileso, com exceção dos galos, que conforme soube, após terem sido entregues a outro criador, acabaram virando rizoto.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Planejamento Participativo da PCMG para 2014 e 2015


18/12/2013  


A captação de projetos das diversas unidades que constituem a Polícia Civil de Minas Gerais, visando a potencialização dos valores e ações que envolvem a investigação policial, para atingir a excelência no atendimento a toda a população mineira. Este é o objetivo do Planejamento Participativo da Polícia Civil de Minas Gerais para o período de 2014 e 2015. 


O Planejamento Estratégico será construído com a participação dos diversos departamentos da Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da elaboração de projetos orientados pela Assessoria de Planejamento Institucional. Aguarde orientações referentes aos métodos que deverão ser utilizados. Eles serão divulgados brevemente pelos canais de comunicação da Polícia Civil.


Sociedade consciente. Polícia eficiente.


fonte: PC MG


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Campanha de Prevenção contra Crimes no Meio Rural. PC.RS


Nesta quarta-feira (11.12.2013), a Delegacia de Polícia de Mata.RS, da 21ª Delegacia de Polícia Regional (DPR), coordenada pelo Delegado de Polícia Othelo Saldanha Caiaffo, lançou Campanha de Prevenção e Conscientização, visando combater os crimes mais comuns ocorridos no meio rural. Com a distribuição de panfletos informativos junto as comunidades do interior do município. O material foi elaborado pelos policiais Fernando Sant'Anna, Vanes Warth Dambrós e Rozemar Zavarese Hoffmeister, com supervisão do Delegado Caiaffo, e traz dicas importantes para a população, sobre como se precaver quanto a crimes como: Furto/Roubo em propriedades rurais, Golpes por Telefone, Furto Abigeato; além de orientar sobre duvidas quanto a Armas de Fogo, Lei Maria da Penha, Caça e Crimes de Ação Privada.
Tendo em vista que as festas de final de ano, historicamente, ensejam o aumento da criminalidade em especial no interior do nosso município. Assim, as atividades transcorrerão durante todo o mês de dezembro de 2013.
A campanha é uma inciativa da Delegacia de Polícia em parceria com a Prefeitura Municipal, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Sindicato Rural do município de Mata.RS.


Obs.: O panfleto pode ser encontrado nos seguintes links:

fonte: Delegacia de Polícia de Mata.RS



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Causos de um Polícia de Campanha- Probleminha.


Mais uma sexta-feira naquela delagaciazinha de cidade pequena, e minha única vontade era que o dia passasse o mais rápido possível, para voltar para casa a 200 km dali, e descansar com minha família. Pelas 9 horas chegada o tal de “Fininho” na DP, “um chinelo conhecido”, ladrãozinho fino. Só nesse ano tinha respondido uns dez inquéritos de furto e roubo. Chegamos a cumprir um mandado de busca na casa dele, e até foi engraçado, pois, nunca tinha visto uma maloca com tanta coisa furtada. Tudo na casa era de furto, fogão, geladeira, ventiladores, tudo mesmo, tivemos que chamar um caminhão da prefeitura para levar as tralhas, mas como Fininho não estava no local, não foi preso em flagrante. Apesar de tudo, o sujeito parecia um pobre coitado, magrinho, pequeno, ombros caídos, falava baixinho, todo humilde, parecendo um desses colonos ingênuos do interior.
Como já estava acostumado com a presença dele na DP, já fui perguntando, que ele queria, e me disse, que queria falar comigo em minha sala. Pude ver que ele estava nitidamente nervoso, com o boné nas mãos, tremendo. Perguntei:
Que foi? Que aconteceu contigo.
É que tive um probleminha em casa com a mulher.
     Não achei nada de mais, pois, no interior Maria da Penha é comum, e não era a primeira vez que ele se desentendia com a esposa. Uma “coitadinha”, humilde, que não tinha boca pra nada, mal sabia falar. O único defeito da pobre era andar sempre atrás do imprestável do marido, e pra piorar a situação tinham três filhos, e o ultimo recém nascido não tinha um mês ainda.
               -       Tá mas e aí, que aconteceu?
Um probleminha... Degolei a mulher (assim simples).
Mas como isso Fininho?
Ela disse que ia me larga, e ia conta tudo pra policia dos meus “robo”, dai eu degolei ela.
                 Que dizer pra um sujeito desses? Pedi pra ele esperar, falei com o delegado, e os outros colegas foram agilizando a perícia, e eu colocando o Fininho no papel. Repetiu tudo sem remorso. Perguntei onde estava o filho deles, e me respondeu que com ela, mas que ela tinha largado ele pra passar a cerca, e dai ele lhe cortou a garganta. Assim feito bicho, na frente do filho recém-nascido.
                    O restante da equipe da DP foi no local, um fundão de campo, no alto de um cerro, a mais de quilometro da estrada, isso a um sol de onze horas da manhã de um verão bagual. E fiquei registrando o flagrante, com Fininho algemado a bascula do cartório. Dizia ele que não precisava, que ele não ia fazer nada. Respondi apenas, que aquilo ali não era pra minha segurança, e sim pra dele, pois, só estávamos nós dois, e se eu desconfiasse de algum movimento dele, a gente podia se estranhar (colocando a mão no revolver), então com ele algemado eu ficaria mais tranquilo.
                   Nessas tantas, o delegado liga e pede pra eu ir fazendo a preventiva dele, que encontram a mulher, caída perto de uma cerca, esgorjada (existem três tipo de ferimentos cortantes no pescoço. Degola- ferimento mais superficial; Esgorja- ferimento profundo, onde a cabeça quase é separada do corpo ficando apenas pendurada, e Decapitação- onde a cabeça é separada do corpo). Disse o delegado, que a vitima tinha sido ferida brutalmente, e com muita violência e possuía diversos cortes profundos pelo corpo.
                  Nem dava pra acreditar que aquele capial, que estava na minha frente parecendo um pobre coitado, tinha feito aquilo.
                      Já eram umas três da tarde e ligo pro delegado dizendo que tá pronta a preventiva, ele diz já esta voltando pra DP, mas que falou com o juiz e ele não iria dar a preventiva, pois, o autor, tinha se entregado por livre expontanea vontade, e que ele seria solto para responder em liberdade. Não acreditei no que estava ouvindo, e disse ao delegado que não dava para soltar o cara, que a porta da delegacia estava cheia de gente, pois, a cidade toda já sabia do fato. Respondeu apenas que conversaríamos na DP.
                         Na delegacia o delegado assinou os papéis e disse pra eu soltar o cara, e eu respondia que a gente não podia fazer aquilo, e ele dizendo que era ordem do juiz. O sangue me ferveu, e acabei batendo boca com o delegado. Não acreditava que ia ter que soltar um assassino confesso. Infelizmente tive que acatar as ordens, e falar pro Fininho que ele ia ser solto. Ao ouvir isso o vago, fez uma cara de que não estava acreditando naquilo. Dizia ele:
                                  - Mas eu matei, como vão em solta? E se os irmão dela me matarem?
                                  Pois é... O vago não queria ser solto, estava com medo de ser morto pela família da vitima. Mas fazer o que? O Juiz tinha mandado soltar, tá solto. E lá se foi ele porta da delegacia a fora, passando pelos olhos incrédulos da população. De nada adiantou eu dizer pro delegado que para o povo da cidade, nós que ficaríamos como incompetentes, para eles nos que soltamos o assassino. Mas o delegado não queria peitar o juiz, pra ele era mais fácil me mandar ficar quieto, e assim o fez. A raiva me corroeu por dentro, pois, não foi pra isso que entrei na policia, mas infelizmente a justiça no Brasil é assim, para o criminoso tudo, para a vitima nada.
                                  O pior foi que na terça-feira, vários dias depois do fato, o juiz expede a ordem de prisão do cara. Não sei se para mostrar poder, ou para dizer que era ele que mandava ou que diabos, o fato era que teríamos que ir novamente no interior, subir cerro, andar quilômetros pelo campo, atrás de um cara que já havia se entregado. Absurdos da justiça brasileira meu povo!
                                 Então fui eu e um colega atrás do cara, depois de andar meia hora por lavouras, ficar sujo de barro até os joelhos, chegamos na casa do vago, que estava almoçando no fundo da casa. Em quatro dias o cara podia ter fugido, podia ter matado outra pessoa, podia ter sido morto, mas tivemos sorte ele estava em casa, realmente era um jeca o infeliz. Voz de prisão dada, o cara foi preso. Na viatura a ficha começa a cair, e ele a ficar agitado, e me pergunta se vai ficar muito tempo preso. Respondo que pouca coisa, uns três meses no máximo. Ele se acalma e vai tranquilo o resto da viagem até o presidio. É mas me enganei... Afinal não sou advogado. Fininho pegou 21 anos de cadeia, por ter deixado três filhos sem mãe. Mas me restou a pergunta: e um juiz desses tem mãe?